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Mercado livre de energia em 2027 e 2028: o que muda para comércios e residências

O que diz o Decreto 13.097/2026, quem poderá migrar e quando, o que ainda depende da ANEEL e o que fazer até lá.

Por Nascente EnergiaPublicado em 20 de outubro de 2026Leitura de 7 minutos

Resposta curta

O Decreto 13.097/2026 abre o mercado livre de energia para quem é ligado em baixa tensão: comércios e indústrias a partir de 25 de novembro de 2027 e residências e demais consumidores a partir de 25 de novembro de 2028. A migração deve contar com um comercializador varejista, e as regras práticas ainda dependem da ANEEL. Enquanto isso, a energia por assinatura já dá desconto.

O que é o mercado livre de energia

No mercado livre, o consumidor escolhe de quem compra a energia e negocia preço e prazo em contrato, em vez de pagar a tarifa definida para todos os clientes da distribuidora. A distribuidora continua levando a energia pelo fio e cobrando pelo uso da rede. Hoje, só empresas ligadas em média e alta tensão, o chamado Grupo A, podem migrar.

O que diz o Decreto 13.097/2026

O decreto, publicado em 13 de agosto de 2026, regulamenta a abertura do mercado livre para a baixa tensão. Os pontos principais:

  • Abertura em duas etapas, com datas definidas (tabela abaixo).
  • Comercializador varejista. A migração prevê a representação por um agente varejista, que cuida das operações no mercado. Os detalhes saem nas normas da ANEEL.
  • Aviso de 90 dias. O consumidor precisa comunicar a distribuidora com pelo menos 90 dias de antecedência.
  • Supridor de última instância. Se o fornecedor deixar de atender, existe um supridor de última instância. Até 31 de dezembro de 2030, essa função fica com as distribuidoras.
  • Regras da ANEEL. A regulamentação operacional ainda depende de normas da ANEEL.

Quem pode migrar e quando

ConsumidorA partir deSituação
Empresas de média e alta tensão (Grupo A)Já podemMigração disponível hoje
Comércios e indústrias em baixa tensão25 de novembro de 2027Depende das regras da ANEEL
Residências e demais consumidores em baixa tensão25 de novembro de 2028Depende das regras da ANEEL

Datas conforme o decreto, segundo o Confea e a Mayer Brown.

O que ainda depende da ANEEL

O decreto fixa as datas, mas a ANEEL ainda precisa definir pontos que mexem no bolso: a estrutura tarifária, as regras de migração e de retorno ao mercado regulado e as condições de representação pelos comercializadores varejistas. Até essas normas saírem, não dá para saber com precisão quanto cada consumidor vai economizar.

Vai valer a pena para residências?

Ainda não dá para cravar. O ganho vai depender do preço que os comercializadores oferecerem, dos custos de rede que continuam com a distribuidora e das regras de retorno. Para contas pequenas, a economia em reais pode ser modesta. A decisão certa vai sair de uma comparação feita com as regras já publicadas.

E até lá, o que fazer?

  • Casas, comércios e condomínios em baixa tensão: a energia por assinatura costuma dar de 20% a 35% de desconto na parte de energia para contas a partir de R$ 250 por mês, sem obra e sem investimento.
  • Empresas de média e alta tensão: já podem migrar para o mercado livre. O diagnóstico da fatura mostra se vale a pena.
  • Antes de 2027: ao assinar energia por assinatura, confira prazo e multa de saída, para ter liberdade de comparar quando o mercado livre abrir.

Conclusão

A abertura do mercado livre para a baixa tensão é a maior mudança no setor elétrico em anos, mas ela tem data e ainda depende de regras. Comércios e indústrias ganham a opção a partir de novembro de 2027, e residências a partir de novembro de 2028. Até lá, quem quer pagar menos não precisa esperar.

A Nascente acompanha as regras da ANEEL e atualiza este artigo quando houver novidades. Tem dúvida sobre a sua empresa? Fale com o Leonardo no WhatsApp.

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Dúvidas rápidas

Perguntas frequentes

Quando residências poderão entrar no mercado livre?

A partir de 25 de novembro de 2028, segundo o Decreto 13.097/2026, ainda dependendo das regras da ANEEL.

Quando pequenos comércios poderão migrar?

Comércios e indústrias ligados em baixa tensão poderão migrar a partir de 25 de novembro de 2027, conforme as regras que a ANEEL ainda vai publicar.

Vou trocar de distribuidora?

Não. A distribuidora continua levando a energia pelo fio e cobrando pelo uso da rede. O que muda é de quem você compra a energia.

Preciso esperar 2027 para pagar menos?

Não. Casas, comércios e condomínios em baixa tensão, com conta média a partir de R$ 250, já podem ter desconto com a energia por assinatura, e empresas de média e alta tensão já podem ir para o mercado livre.

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